sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Parque da Água Branca: Um oásis no meio da selva de pedra


Parque da Água Branca é ótima alternativa pra quem quer entrar em contato com a natureza


Você está de férias e quer um passeio diferente sem ir muito longe?

Localizado na Av. Francisco Matarazzo, próximo ao metrô Barra Funda, está o Parque Doutor Fernando da Costa, mais conhecido como Água Branca, que é mantido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo de São Paulo.

A área de 137 mil metros quadrado s, abrange espaços para todas as idades e gostos. Tem parquinho para as crianças, praça para os idosos, galinhas andando livremente, museu de Geologia, aquário de peixes, arena de hipismo e muito mais. Um jeito fácil de conhecer todos os lugares do parque é pegar o trenzinho que parte da arena e passa mostrando tudo que foi citado acima.

O Água Branca foi inaugurado em 1929 e sempre foi ligado à agricultura, à zootecnia e ao agronegócio. Tem espaço para exposições temporárias e cursos ligados à natureza. Em 1996 foi tombado como patrimônio histórico, cultural, paisagístico, turístico e tecnológico.

Então, se você procura natureza e lazer juntos, não deixe de visitar o parque nestas férias. A entrada é gratuita e a maioria das atividades lá dentro também.

Foto da entrada do parque em 1929

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Então é Natal...


O Natal já é belo por si só, mas os enfeites espelhados pela cidade o deixam ainda mais bonito. É impossível não se encantar com a cidade mais colorida e iluminada. Uma dica para que gosta de ver as decorações natalinas é a Avenida Paulista que, além de estar toda iluminada, ainda conta com a apresentação de corais tanto na hora do almoço quanto ao final da tarde. Os principais ficam nos seguintes trechos da avenida: Center 3 (próximo ao metrô consolação), no Banco Itaú Personalitté, Hospital Oswaldo Cruz e Hospital Santa Catarina Hall.

Além dos corais, ocorrerão shows no principal cartal postal da cidade de São Paulo. No dia 24 às 12 horas, teremos a apresentação gratuita de cantores como Agnaldo Rayol, Vanessa Jackson, entre outros.

Mas não é só a Paulista que está decorada, existem diversas ruas de São Paulo que dão um show de iluminação: Av. Braz Leme, Av. 23 de Maio Av. Dos Bandeirantes, Av. Ver. José Diniz, Av. Rober t Kennedy, Praça Nicolau Aranha, Av. Juscelino Kubistcheck, Av. Hélio Pellegrino, Av. República do Líbano, Av. Cidade Jardim, Av. Faria Lima, R. Pedroso de Morais, Av. Prof. Fonseca Rodrigues, R. Cerro Cora, R. Guaipá, Praça John Lennon, Av. Rebouças, Av. Pacaembu, Av. Sumaré, Av. Pompéia, R. Da Consolação etc.

Portanto, corra enquanto ainda há tempo e aproveita as quentes noites de verão para visitar as belas decorações da nossa linda cidade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Liberdade: o bairro japonês de São Paulo

Para os fanáticos de plantão, falar em cultura japonesa significa apenas um bairro: Liberdade. Localizado na cidade de São Paulo, ele é um dos poucos que imita estreitas ruas japonesas. Possui típicas lanternas orientais, letreiros na vertical, jardins e feiras de artesanato.

Mas o que poucos sabem é que a história deste bairro não é tão antiga assim. A vinda dos japoneses para o Brasil iniciou-se somente em 1908, quando o navio Kasato Maru atracou no porto de Santos. Eles, com tradições completamente diferentes, assim como a maioria dos emigrantes da época buscavam melhores condições de vidas para si e suas famílias.

A formação do bairro da Liberdade, entretanto, só foi iniciada em 1912, quando alguns imigrantes japoneses passaram a morar na rua Conde de Sarzedas, próxima a um rio e um mangue. Já por volta de 1932 eram mais de dois mil japoneses em São Paulo, que vinham diretamente de seu país e também do interior, onde costumavam trabalhar na lavoura.

A vida dos imigrantes no bairro, apesar de melhorias, ainda sofreu muito com a 2ª Guerra Mundial, pois Getúlio Vargas, na época presidente do Brasil, rompeu relações diplomáticas com o Japão e, ainda, decretou a expulsão dos japoneses que moravam nas ruas que futuramente comporiam a Liberdade. O lugar, então, tornou-se oficialmente um bairro japonês somente em 1969 e, a partir daí, passou a ser a maior colônia japonesa do mundo, ou seja, a maior concentração de japoneses fora de seu país de origem.

Hoje muitos japoneses deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais, o que deu espaço para chineses e coreanos irem para o bairro. Apesar disso, as características tipicamente japonesas das ruas atraem inúmeros turistas todos os dias. São pessoas de todos os cantos em busca de outro país dentro do Brasil já que, de fato, a Liberdade possui características que não são encontradas em mais nenhum lugar.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A língua além do som


Criado em 2006, o Museu da Língua Portuguesa proporciona um mistura de sensações em seus visitantes, que podem interagir com as palavras e descobrir a origem de algumas delas.

O primeiro andar do museu é sempre dedicado a mostras temporárias, sendo que a última foi inspirada no ano da França no Brasil. Essa exposição revelou aos visitantes as influências francesas tanto em nossa língua como em nossa cultura.

Já a atual exibição temporária intitulada “Cora Coralina: coração do Brasil” é sobre a famosa poetisa Cora Coralina, que completaria 120 anos neste ano. É possível ver poemas, vídeos com declarações da autora, além de textos pessoais e inéditos, como o seu diário.
No segundo andar do museu há uma exposição fixa que mostra como a língua sobreviveu e mudou ao longo da história de nosso país e uma mesa em que podemos unir as sílabas expostas e
decobrir a origem e o significado de casa palavra.

Por fim, no terceiro andar, há um vídeo sobre a origem da língua portuguesa, um de nossos maiores patrimônios, seguida de uma apresentação de famosos poemas de nossa literatura. Esta segunda parte é feita em uma sala escura na qual são projetadas na parede, no chão e no teto palavras e frases importantes dos textos, simultaneamente à narração.


O museu está localizado no prédio da Estação da Luz, em frente à Pinacoteca do Estado. O horário de funcionamento é das 10h as 18h de terça a domingo e o ingresso custa 6 reais, sendo que estudantes pagam meia entrada e crianças menores de 10 anos e idosos entram gratuitamente. Aos sábados a entrada é franca.


domingo, 22 de novembro de 2009

Cultura Paulistana


AONDE IR EM SÃO PAULO:

Primeira mostra de arte de rua no MASP: Exposição De Dentro Para Fora - De Fora Para Dentro de 20/11/2009 a 05/02/2010 Seis artistas levam a artes das ruas para o interior do MASP: Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão. Durante 15 dias eles coloriram as paredes internas do hall cívico e do mezanino do museu.
Aonde: Av. Paulista, 1.578 - de ter. a dom. das 11h/18h e qui. das 11h/20h R$15 (ter grátis)

Quinta semana Pirelli de Cinema Italiano - de 23/11 a 30/11
Destaque da programação para exibição das principais obras de Giuseppe Tornatore e workshop com Bruno Bozzetto. O festival, realizado pela Câmara Ítalo-Brasileirade Comércio, Indústria e Agricultura com o patrocínio da Pirelli, traz as melhores obras cinematográficas realizadas nos últimos dois anos na Itália.
Aonde: Faap - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis

Mostra Cine Teatro Brasil - de 19/11 a 25/11
Cinema + teatro + dança = diversidade cultural
A mostra apresenta 15 títulos na programação.
Aonde: Sala Guiomar Novaes, da Funarte São Paulo (al. Nothmann 1058, nos Campos Elíseos)

Vitrine Cultural (R$ 10,00 a inteira e R$ 5,00 a meia) - de 13/10 a 06/12
Agora ficou barato ir ao teatro! Confira a programação!
Aonde: Teatro Imprensa - R. Jaceguai, 400 - Bela Vista

Exposição Rio Amazonas - até 21/03/2010 - grátis
Marcel Gautherot expõe as fotos do Rio Amazonas.
Aonde: Instituto Moreira Salles - R. Piauí, 844 - Higienópolis
Horários: sáb. e dom. das 13h/18h e qui.(26)

Vira Cultura - A Livraria Cultura promove 35 horas de cultura sem parar - das 9h do dia 28/11 às 20h do dia 29/11



Pocket shows musicais, apresentações circenses e de dança, saraus literários, atividades infantis, sessões de cinema, aulas de ioga com música ao vivo, DJ set, stand up comedy e atrações para todos os públicos.
Aonde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073

Exposição "Eu Tenho Um Sonho: De King a Obama - A Saga Negra do Norte"
Exposição histórica celebra a eleição de Barack Obama à Presidência dos EUA se valendo do passado em que os negros lutavam por igualdade e direitos civis nos EUA, fazendo a relação entre a América do Norte e o Brasil e reforçando o vínculo entre Martin Luther King e Obama. O museu também realizará entre segunda e quarta-feira o seminário Inclusão e Exclusão do Negro nos EUA e no Brasil e promoverá, a partir de janeiro, festival de filmes em seu auditório.
Aonde: Museu Afro Brasil - Parque do Ibirapuera - grátis
Horários: até 25/01/2010 das 10h às 17h (fecha seg.)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Caminhando nas estrelas


O Pequeno Príncipe na Oca’’ encanta e faz adultos voltarem à infância


“Siga o caminho das estrelas’’. É desse modo que o visitante da exposição O Pequeno Príncipe na Oca é recepcionado. Instalada na OCA, a mostra, que conta a história do piloto, jornalista e ilustrador Saint-Exupéry e de seu mais célebre personagem, teve início em Outubro e permanece até o dia 20 de Dezembro.

Ao seguir, literalmente, o caminho das estrelas, crianças e adultos se transportam para o universo do Pequeno Príncipe, onde cada componente de sua história toma a forma de um cenário colorido e interativo. É ainda, nesta primeira parte da mostra, que um dos cenários foi transformado na caixa desenhada pelo autor quando o príncipe fez seu tão famoso pedido: ‘’Por favor... Desenha-me um carneiro?’’. Na caixa, é possível que todos desenhem para o Petit Prince.

Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas
O primeiro andar é dedicado inteiramente à trajetória de Saint-Exupéry. O cenário é bastante interessante, parecido com uma pequena galeria: enquanto por dentro encontram-se expostos objetos pessoais do autor, incluindo um livro publicado em 1943, por fora, nas paredes da própria galeria, se encontra ‘’A História de uma história’’. Esta parte conta a vida de Saint-Exupéry através de pequenos textos e vídeos. O ambiente ainda expõe edições do livro de diversos países, envelopes, plantas de aviões, roteiros, cartas, luvas de piloto, jornais com artigos do autor, fotos, entre outros objetos inéditos.
Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas
No subsolo, o avião de Saint-Ex (apelido dado pelos amigos) ganha réplica, assim como o local de sua queda, o deserto da Líbia. Tudo isso presente num atlas gigantesco que mostra os países da rota do piloto. Lá, ainda são exibidos cartazes que, colados em pedras, são repletos de imagens, curiosidades, marcos da vida do autor, e claro, muitas informações de seu mais conhecido romance. Ao longo do cenário também está o poço - que foi descoberto pelo autor na história - após sua cansativa caminhada pelo deserto com o principezinho nos braços.

Saint-Exupéry também ganha vida! Atores, vestidos como pilotos, encenam tentativas frustradas de conserto do avião e pedem socorro aos visitantes. A interação com o público é algo a ser ressaltado. Além de tirar fotos e conversar com as crianças, estes artistas indicam ao público a visita ao Petit Cinéma, um pequeno auditório em que um ator com vestes de aviador conta a história do Pequeno Príncipe. Através de uma linguagem simples e divertida, tanto crianças como adultos se prendem ao enredo tão suave. No final da apresentação, os participantes ganham pequenos gibis que sintetizam o livro.
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Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas

O segundo andar traz um momento encantador, os visitantes se deparam com o asteróide B 612. No planeta do Pequeno Príncipe, além de encontrar a rosa e os vulcões, é possível andar, deitar e ter a noção de como é a vista do Universo da morada do personagem, visto que projeções são feitas no teto reproduzindo o dia, a noite e os planetas visitados por ele. O ambiente de pouca claridade possui música suave e é repleto de pufes, proporcionando um momento de relaxamento e de maior contato com a vida do pequeno herói em seu planeta.


Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas
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O Pequeno Príncipe não é uma obra simples, seus personagens são metafóricos e carregados de simbolismos. A história nos mostra as mudanças dos valores da humanidade e, não se pode esquecer, a criança que cada um de nós carrega. A exposição ‘’O Pequeno Príncipe na Oca’’ é a maior mostra sobre o tema feita no mundo, aproveite e visite a obra resultada do profundo pensamento de Saint-Exupéry e relembre os valores essenciais da vida tão alertados pelo principezinho durante sua passagem na Terra. E, lembre- se: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”, Antoine de Saint-Exupéry.
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Clique aqui para acessar o site da exposição.

domingo, 1 de novembro de 2009

Das ruas para as galerias



A arte do grafite revelada pelos OSGEMEOS que invadiu o mundo com sua personalidade e os traços urbanos das grandes metrópoles é apresentada em uma exposição no Museu de Arte Brasileira.

Típicos paulistanos, Otávio e Gustavo Pandolfo começaram sua carreira pintando muros do Cambuci e logo ganharam o mundo, seus traços inconfundíveis podem ser encontrados andando pelas ruas de São Paulo, entre suas pinturas em São Paulo estão a fachada da Fortes Villaça, no bairro da Vila Madalena, com quem eles tem contrato. No exterior suas obras mais conhecidas estão em Londres na fachada do Tate Modern e em NY no muro que cruza a Bowery com a Houston.

A mesma cidade que foi o reduto da arte d’OSGEMEOS cometeu o “engano” no ano passado de apagar seus grafites por causa de um projeto da prefeitura que pretendia revitalizar fachadas da região central, em um dos casos foi apagado um mural de 680 metros entre Avenida 23 de Maio e o elevado Costa e Silva.


A exposição condensa grafites e esculturas inéditas que refletem o mundo urbano como um caleidoscópio que entre a realidade e o sonho e enche os olhos de quem vê. Com um vasto histórico suas obras já percorreram o mundo e fascinam a todos pelos contrastes entre a melancolia e a alegria das cores que criam um mundo lúdico e que nas entrelinhas fazem uma crítica social, quebrando o preconceito contra o grafite e arte de rua que é desenvolvida por quem, na maioria das vezes, está a margem da sociedade e dissociando o grafite da pichação.

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