Criado em 2006, o Museu da Língua Portuguesa proporciona um mistura de sensações em seus visitantes, que podem interagir com as palavras e descobrir a origem de algumas delas.
O primeiro andar do museu é sempre dedicado a mostras temporárias, sendo que a última foi inspirada no ano da França no Brasil. Essa exposição revelou aos visitantes as influências francesas tanto em nossa língua como em nossa cultura.
Já a atual exibição temporária intitulada “Cora Coralina: coração do Brasil” é sobre a famosa poetisa Cora Coralina, que completaria 120 anos neste ano. É possível ver poemas, vídeos com declarações da autora, além de textos pessoais e inéditos, como o seu diário.
No segundo andar do museu há uma exposição fixa que mostra como a língua sobreviveu e mudou ao longo da história de nosso país e uma mesa em que podemos unir as sílabas expostas e
decobrir a origem e o significado de casa palavra.
Por fim, no terceiro andar, há um vídeo sobre a origem da língua portuguesa, um de nossos maiores patrimônios, seguida de uma apresentação de famosos poemas de nossa literatura. Esta segunda parte é feita em uma sala escura na qual são projetadas na parede, no chão e no teto palavras e frases importantes dos textos, simultaneamente à narração.
O museu está localizado no prédio da Estação da Luz, em frente à Pinacoteca do Estado. O horário de funcionamento é das 10h as 18h de terça a domingo e o ingresso custa 6 reais, sendo que estudantes pagam meia entrada e crianças menores de 10 anos e idosos entram gratuitamente. Aos sábados a entrada é franca.
Primeira mostra de arte de rua no MASP: Exposição De Dentro Para Fora - De Fora Para Dentro de 20/11/2009 a 05/02/2010 Seis artistas levam a artes das ruas para o interior do MASP: Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão. Durante 15 dias eles coloriram as paredes internas do hall cívico e do mezanino do museu.
Aonde: Av. Paulista, 1.578 - de ter. a dom. das 11h/18h e qui. das 11h/20h R$15 (ter grátis)
Quinta semana Pirelli de Cinema Italiano - de 23/11 a 30/11
Destaque da programação para exibição das principais obras de Giuseppe Tornatore e workshop com Bruno Bozzetto. O festival, realizado pela Câmara Ítalo-Brasileirade Comércio, Indústria e Agricultura com o patrocínio da Pirelli, traz as melhores obras cinematográficas realizadas nos últimos dois anos na Itália.
Aonde: Faap - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Mostra Cine Teatro Brasil - de 19/11 a 25/11
Cinema + teatro + dança = diversidade cultural
A mostra apresenta 15 títulos na programação.
Aonde: Sala Guiomar Novaes, da Funarte São Paulo (al. Nothmann 1058, nos Campos Elíseos)
Vitrine Cultural (R$ 10,00 a inteira e R$ 5,00 a meia) - de 13/10 a 06/12
Agora ficou barato ir ao teatro! Confira a programação!
Aonde: Teatro Imprensa - R. Jaceguai, 400 - Bela Vista
Exposição Rio Amazonas - até 21/03/2010 - grátis Marcel Gautherot expõe as fotos do Rio Amazonas.
Aonde: Instituto Moreira Salles - R. Piauí, 844 - Higienópolis
Horários: sáb. e dom. das 13h/18h e qui.(26)
Vira Cultura - A Livraria Cultura promove 35 horas de cultura sem parar - das 9h do dia 28/11 às 20h do dia 29/11
Pocket shows musicais, apresentações circenses e de dança, saraus literários, atividades infantis, sessões de cinema, aulas de ioga com música ao vivo, DJ set, stand up comedy e atrações para todos os públicos.
Aonde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073
Exposição "Eu Tenho Um Sonho: De King a Obama - A Saga Negra do Norte"
Exposição histórica celebra a eleição de Barack Obama à Presidência dos EUA se valendo do passado em que os negros lutavam por igualdade e direitos civis nos EUA, fazendo a relação entre a América do Norte e o Brasil e reforçando o vínculo entre Martin Luther King e Obama. O museu também realizará entre segunda e quarta-feira o seminário Inclusão e Exclusão do Negro nos EUA e no Brasil e promoverá, a partir de janeiro, festival de filmes em seu auditório.
Aonde: Museu Afro Brasil - Parque do Ibirapuera - grátis
Horários: até 25/01/2010 das 10h às 17h (fecha seg.)
“O Pequeno Príncipe na Oca’’ encanta e faz adultos voltarem à infância
“Siga o caminho das estrelas’’. É desse modo que o visitante da exposiçãoO Pequeno Príncipe na Ocaé recepcionado. Instalada naOCA, a mostra, que conta a história do piloto, jornalista e ilustrador Saint-Exupérye de seu mais célebre personagem, teve início em Outubro e permanece até o dia 20 de Dezembro.
Ao seguir, literalmente, o caminho das estrelas, crianças e adultos se transportam para o universo do Pequeno Príncipe, onde cada componente de sua história toma a forma de um cenário colorido e interativo. É ainda, nesta primeira parte da mostra, que um dos cenários foi transformado na caixa desenhada pelo autor quando o príncipe fez seu tão famoso pedido: ‘’Por favor... Desenha-me um carneiro?’’. Na caixa, é possível que todos desenhempara oPetit Prince.
Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas
O primeiro andar é dedicado inteiramente à trajetória de Saint-Exupéry. O cenário é bastante interessante, parecido com uma pequena galeria: enquanto por dentro encontram-se expostos objetos pessoais do autor, incluindo um livro publicado em 1943, por fora, nas paredes da própria galeria, se encontra ‘’A História de uma história’’. Esta parte conta a vida de Saint-Exupéry através de pequenos textos e vídeos. O ambiente ainda expõe edições do livro de diversos países, envelopes, plantas de aviões, roteiros, cartas, luvas de piloto, jornais com artigos do autor, fotos, entre outros objetos inéditos.
Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas
No subsolo, o avião de Saint-Ex (apelido dado pelos amigos) ganha réplica, assim como o local de sua queda, o deserto da Líbia. Tudo isso presente num atlas gigantesco que mostra os países da rota do piloto. Lá, ainda são exibidos cartazes que, colados em pedras, são repletos de imagens, curiosidades, marcos da vida do autor, e claro, muitas informações de seu mais conhecido romance. Ao longo do cenário também está o poço - que foi descoberto pelo autor na história - após sua cansativa caminhada pelo deserto com o principezinho nos braços.
Saint-Exupéry também ganha vida! Atores, vestidos como pilotos, encenam tentativas frustradas de conserto do avião e pedem socorro aos visitantes. A interação com o público é algo a ser ressaltado. Além de tirar fotos e conversar com as crianças, estes artistas indicam ao público a visita ao Petit Cinéma, um pequeno auditório em que um ator com vestes de aviador conta a história do Pequeno Príncipe. Através de uma linguagem simples e divertida, tanto crianças como adultos se prendem ao enredo tão suave. No final da apresentação, os participantes ganham pequenos gibis que sintetizam o livro.
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Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas
O segundo andar traz um momento encantador, os visitantes se deparam com o asteróide B 612. No planeta do Pequeno Príncipe, além de encontrar a rosa e os vulcões, é possível andar, deitar e ter a noção de como é a vista do Universo da morada do personagem, visto que projeções são feitas no teto reproduzindo o dia, a noite e os planetas visitados por ele. O ambiente de pouca claridade possui música suave e é repleto de pufes, proporcionando um momento de relaxamento e de maior contato com a vida do pequeno herói em seu planeta.
Exposição ''O Pequeno Príncipe na Oca'' fotos por Thamires Freitas .
O Pequeno Príncipenão é uma obra simples, seus personagens são metafóricos e carregados de simbolismos. A história nos mostra as mudanças dos valores da humanidade e, não se pode esquecer, a criança que cada um de nós carrega. A exposição ‘’O Pequeno Príncipe na Oca’’ é a maior mostra sobre o tema feita no mundo, aproveite e visite a obra resultada do profundo pensamento de Saint-Exupéry e relembre os valores essenciais da vida tão alertados pelo principezinho durante sua passagem na Terra. E, lembre- se: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”,Antoine de Saint-Exupéry.
A arte do grafite revelada pelos OSGEMEOS que invadiu o mundo com sua personalidade e os traços urbanos das grandes metrópoles é apresentada em uma exposição no Museu de Arte Brasileira.
Típicos paulistanos, Otávio e Gustavo Pandolfo começaram sua carreira pintando muros do Cambuci e logo ganharam o mundo, seus traços inconfundíveis podem ser encontrados andando pelas ruas de São Paulo, entre suas pinturas em São Paulo estão a fachada da Fortes Villaça, no bairro da Vila Madalena, com quem eles tem contrato. No exterior suas obras mais conhecidas estão em Londres na fachada do Tate Modern e em NY no muro que cruza a Bowery com a Houston.
A mesma cidade que foi o reduto da arte d’OSGEMEOS cometeu o “engano” no ano passado de apagar seus grafites por causa de um projeto da prefeitura que pretendia revitalizar fachadas da região central, em um dos casos foi apagado um mural de 680 metros entre Avenida 23 de Maio e o elevado Costa e Silva.
A exposição condensa grafites e esculturas inéditas que refletem o mundo urbano como um caleidoscópio que entre a realidade e o sonho e enche os olhos de quem vê. Com um vasto histórico suas obras já percorreram o mundo e fascinam a todos pelos contrastes entre a melancolia e a alegria das cores que criam um mundo lúdico e que nas entrelinhas fazem uma crítica social, quebrando o preconceito contra o grafite e arte de rua que é desenvolvida por quem, na maioria das vezes, está a margem da sociedade e dissociando o grafite da pichação.
Como um pic-nic com vizinhos pode tornar a vida nas cidades melhor
As praças sempre foram locais de convivência e reunião de pessoas, porém ao longo do tempo foram perdendo espaço em grandes cidades como São Paulo e se tornando abandonadas, mal freqüentadas e esquecidas por grande parte da sociedade e do governo.
Triste com a situação da praça perto de sua casa, Alice pediu no seu 4º aniversário que a mãe lhe desse um parquinho novo. Comovida com o pedido da filha, Carolina juntou forças, reuniu parceiros e reformou a pracinha, trazendo novos brinquedos e uma cara nova ao local. A prefeitura também ajudou, refazendo a calçada que estava danificada.
Inspirados por isso, moradores da região (Alto de Pinheiros, Lapa, Sumarezinho, Vila Romana e Vila Anglo) resolveram se unir e movimentar as praças, fazendo pic-nics todo último domingo do mês. Foi assim que surgiu em 2008 o Movimento Boa Praça, com pessoas que procuram trazer de volta à praça aquela conotação de vizinhança e convivência.
O último evento do grupo foi na Praça Amadeu Decome (Rua Cerro Corá – Alto da Lapa) e contou com diversão para as crianças, apresentações artísticas, lanche saudável e ainda um posto de atendimento que estava medindo a pressão arterial, calculando índice de massa corpórea e vendo os níveis de glicemia de quem se encontrava no local. Além de tudo isso, ainda houve orientações sobre nutrição, amamentação, fonoaudiologia e muito mais.
O movimento está crescendo e conseguindo cada vez mais apoio e mais atividades para seus domingos de convivência. Todos estão convidados aos eventos (é só ficar ligado nos convites que estão no blog) e a iniciativa também pode ser seguida por quem quiser em sua região. Basta um pequeno passo como um encontro de vizinhos para que o grande problema de convivência nas cidades melhore.
Assista a reportagem sobre o Movimento no SPTV. Outras reportagens e publicações estão no blog.
As baladas GLS de São Paulo são um exemplo de respeito às diferenças que tamanha metrópole agrega. Ali, dançam tranquilamente gays, lésbicas, transexuais e heterossexuais, sem nenhuma distinção. Em uma cidade onde muitas são as ocorrências devido à homofobia, tal lugar merece destaque.
Michele Alves* é heterossexual, mas costuma freqüentar as baladas GLS: “Além de o som ser melhor, tendo os melhores Djs, aqui é muito mais tranqüilo e o pessoal é bem mais comportado”, diz.
E é nesse ambiente que você percebe as mudanças que envolvem os gays. Antes marginalizados, hoje, com raras exceções, estão incluídos de maneira igualitária na sociedade, ocupando papel de destaque na cidade de São Paulo. Prova disso é a Parada Gay que nesse ano atraiu cerca de 3 milhões de pessoas na avenida Paulista. Para Michele Alves os gays são aceitos, mas não de maneira completa; “Eu acho que tem gente que aceita somente por aceitar, mas não os compreendem. Os gays são pessoas sinceras consigo mesmas, eles têm coragem de assumir o que sentem”, declara.
Em meio às luzes da boate, encontramos Jeferson Pires*. Quem o vê dançando não sabe que há pouco tempo atrás Jeferson não admitia sua homossexualidade. “Eu desde criança tinha uma curiosidade de saber como era ficar com outros meninos. Só que todos me ensinaram que eu tinha que ficar com meninas, porque este era o certo, e eu acreditava nisso e acabava ficando com elas”, diz.
Tudo mudou na vida de Jeferson quando ele conheceu Pedro. Logo eles se tornaram amigos: “Pedro tinha curiosidade também e nós começamos a conversar sobre o assunto. Um dia eu criei coragem e descobri que era o que eu gostava de verdade”.
Quanto à família, ele no início encontrou problemas com sua mãe que não aceitava suas novas amizades. “Ela falou que ia me expulsar de casa, mas depois ela foi percebendo, foi vendo que não tinha nada a ver, até acabar aceitando. Ela não sabe da minha boca, mas ela desconfia do que acontece e aceita”, diz Jeferson.
Segundo Maria, tia de Jéferson, ele tinha o gênio muito forte, chegando a ser rude com as pessoas. Quando ele se assumiu para uma parte da família, ele mudou o comportamento ficando mais amável: “Percebemos que era melhor pra ele”, admitiu. Jéferson trabalha durante toda a semana e nos finais de semana aproveita para ir até a balada com os amigos.
Hoje a grande maioria das baladas além das músicas eletrônicas, contam também com strippers e shows de travestis, cuja as apresentações se inspiram em cantoras Pop famosas, como Britney Spears, Beyoncé, e a nova queridinha do público GLS Lady Gaga. Mas se procurar bem é possível encontrar também travestis inspiradas no ícone dos anos 80, Madonna, além de uma extravagante Gretchen dublando La Conga, sucesso da cantora.
* Nomes foram trocados a pedido dos entrevistados.
O Memorial do Imigrante, também conhecido como Museu do Imigrante, funciona em um prédio que foi utilizado como Hospedaria de Imigrantes da Capital durante 91 anos. Construída entre 1886 e 1888 a hospedaria recebeu estrangeiros de 70 nacionalidades diferentes, sobretudo européias e asiáticas. Sem possuir dinheiro para se manter no Brasil, a maioria dos imigrantes ficava nela por no máximo oito dias até conseguir arrumar sua documentação e partir para as fazendas em que iriam trabalhar.
O objetivo das exposições do Museu do Imigrante é resgatar um pouco da história do país e hoje ele é um dos principais pontos turísticos e culturais da cidade de São Paulo. Além de abrigar vários documentos sobre a Hospedaria, possui salas que contam fatos da história, como a Segunda Guerra Mundial, e uma pequena fazenda de café. O visitante pode também fazer um passeio de trem que é conhecido por Maria-Fumaça.
Guilherme Engler, de 22 anos, já foi ao Museu do Imigrante para visitar uma exposição de carros antigos e interessou-se mais pelo passeio de trem. Para ele, é importante as pessoas visitarem os museus de suas cidades, pois é um meio de se conhecer a própria história.
Já o que Thales Artur dos Santos, de 18 anos, mais gostou no museu foi a exposição de quadros e estátuas. Assim como Guilherme, ele acredita ser importante as pessoas visitarem museus e recomenda a visita ao Memorial do Imigrante. “É legal poder ver o passado do Brasil, já que os imigrantes que vieram para cá influenciaram muito a nossa cultura. O museu está em perfeito estado e não há como se decepcionar”.
O museu, neste semestre, mostra algumas exposições sobre a França, em homenagem ao ano da França no Brasil, e outra sobre os 180 anos de imigração alemã em São Paulo. Durante o mês de setembro ele exibiu retratos da família brasileira, tirados pela brasileira Fifi Tong, que pertencem à exposição “Origens”. Segundo a retratista, o objetivo da exposição foi provocar discussões sobre o valor da família e mostrar a influência da carga genética na construção do povo brasileiro.
Fifi Tong disse que se inspirou em recordações de sua família, descendente de chineses de Xangai. Iniciou seu trabalho fotografando apenas mulheres mas, após perceber a diversidade da população brasileira, passou a retratar outras famílias, especialmente aquelas mais antigas, com muitas gerações.
O Memorial do Imigrante funciona de terça a domingo, das 10 às 17h, inclusive feriados. Localiza-se na Visconde de Parnaíba, 1316, na Mooca. Possui também dois auditórios que podem ser usados para apresentação de palestras e aulas e um espaço chamado de “Sala das Bandeiras”, onde é possível encontrar várias delas, cedidas por consulados e associações, e informações sobre os países ali representados.